A leitura como infraestrutura do pensamento.
Nove ensaios para revisitar a velocidade com que consumimos textos. De Walter Benjamin às plataformas de resumo automático, um caderno sobre o que se perde quando ler vira tarefa.
Um número dedicado a quem ainda insiste em ler devagar. Editorial de capa por Beatriz Nascimento, com cadernos sobre cidade, linguagem e os limites da automação cognitiva.
Cada edição é um recorte temático com seis a nove ensaios, uma entrevista longa e um arquivo visual. Publicamos a cada quinze dias e mantemos os números anteriores no acervo aberto.
Acervo · 47 / 47 publicadasNove ensaios para revisitar a velocidade com que consumimos textos. De Walter Benjamin às plataformas de resumo automático, um caderno sobre o que se perde quando ler vira tarefa.
Um número sobre arquivos urbanos, fachadas demolidas e o que sobra de Recife, São Paulo e Porto Alegre nos cadernos de campo de quem ainda escreve à mão.
Uma leitura cruzada entre o relatório do DIEESE 2025 e a Convenção 175 da OIT. Quem decide quanto tempo um texto pode demorar para ser entendido?
A entrevista longa com a linguista Adriana Quaresma e três ensaios sobre o que muda quando o ato de escrever passa a ter testemunhas estatísticas.
Cinco textos, três entrevistas e um arquivo fotográfico inédito sobre os bairros que foram desenhados para durar trinta anos e ainda estão de pé sessenta anos depois.
Um número de fim de ano para revisitar o que fazemos quando o orçamento aperta e a página fica menor — entre a editoria de design e a editoria de cuidado.
Acreditamos que ler devagar ainda é um gesto político. Editamos para quem desconfia da pressa e arquivamos para quem virá depois — porque pensamento que circula é também pensamento que se cuida.
— Editorial de fundação · São Paulo · 2018Beatriz Nascimento dirige a redação desde a edição N.º 12. Antes da Visão Ativa, foi editora-assistente da revista Piseagrama e pesquisadora associada ao Iter — Programa de Estudos do Instituto Iconoclassistas.
N.º 06 · 47
Beatriz N. · Editora-chefe
“Não escolhemos pautas que cabem no segundo. Escolhemos pautas que demoram porque sabemos que alguém vai voltar a elas em três anos. Editar é uma forma de hospedagem — e quem hospeda, prepara a casa.”
Beatriz coordena a linha editorial, define a curadoria visual com Rafaela Tinoco e mantém a coluna mensal Caderno de Campo, sobre práticas de leitura situada. É autora de Margens vivas (Cobogó, 2022) e doutora em Estudos Literários pela USP.
Tudo o que publicamos desde 2018 está aqui, indexado por tema, por colaborador e por número da edição. O acervo é gratuito para leitores cadastrados e funciona também como fonte para pesquisa acadêmica.
A cada quinze dias enviamos um e-mail com o ensaio de capa, três indicações de leitura cruzada e o caderno de bastidores da redação. Pode cancelar a inscrição quando quiser.
↳ 8.412 leitores · enviada toda quinta às 09h